A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija um texto dissertativo-argumentativo em modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema “Mistanásia: a responsabilidade social no direito à longevidade”, apresentando proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.
Mistanásia esse termo é utilizado quando referido à morte de pessoas que quando excluídas socialmente, morrem em razão da falta de tratamento de saúde adequado;
Eutanásia ato de proporcionar morte sem sofrimento a um doente atingido por afecção incurável que produz dores intoleráveis;
Distanásia é o prolongamento artificial do processo de morte, causando sofrimento desnecessário ao enfermo, ou seja, algo equiparável à tortura;
Ortotanásia estão alocados os cuidados paliativos, que são práticas de uma equipe multidisciplinar que visa proporcionar conforto físico, psicológico e religioso ao paciente que já está em processo de morte.
A mistanásia – morte infeliz é a realidade vivenciada no Brasil pelos que recorrem ao SUS. O Estado justifica sua ineficiência na reserva do possível, entretanto realiza gastos desarrazoados em atividades que não têm primazia diante da dignidade humana.
A mistanásia, prática vedada pelo ordenamento jurídico pátrio, vai muito além de insuficiência financeira do Estado, ela é o resultado de um mau e cruel relacionamento humano, diante de um quadro de banalização da morte, mormente das mais carentes social e financeiramente, atingindo-se um processo de coisificação do indivíduo, em que sua vida não apresenta a devida relevância nem para o Estado, nem para a sociedade.
A ineficiência do Estado no âmbito da saúde pública resulta na institucionalização de um processo contínuo de mortes prematuras e desarrazoadas, as quais poderiam ser evitadas com os devidos cuidados médicos. Para justificar as mortes por falta de um tratamento digno, o Estado utiliza-se da suposta impossibilidade financeira de arcar com os custos decorrentes de insumos, pessoal e tratamentos hospitalares. Contudo, observamos que tal tentativa de repelir sua responsabilidade constitucional se apresenta inverossímil, porquanto notamos que vultuosos valores são alocados em despesas que não possuem prioridade frente a vida humana, como é o caso de gastos com publicidade institucional.